Polícia Civil divulga perfil dos homicídios cometidos em 2017
A Polícia Civil divulgou uma análise sobre os crimes de homicídio cometidos em Brusque no ano de 2017, nos aspectos que envolvem a vítima, o indiciado e as circunstâncias em que cada um dos seis homicídios ocorreram. A Rádio Cidade conversou com o delegado regional Fernando de Fáveri para avaliar esses dados.
Dois seis crimes, cinco deles foram solucionados, enquanto que no caso restante não foi esclarecida a autoria e o indiciamento dos envolvidos não foi feito. A estatística de homicídios se manteve em um ligeiro aumento, com número ainda abaixo da maior estatística da década, em 2013, quando 10 pessoas foram mortas.
O delegado apontou duas características interessantes nesses casos. Em praticamente todos os crimes, tanto autores como vítimas se conheciam previamente, e os crimes foram em sua maioria cometidos durante o período da noite, o que de certa forma dificulta a colheita de provas.
A autoria dos crimes também não envolve mulheres, ou seja, elas foram vítimas em todos os casos em que estiveram envolvidas. Também não houve, assim como nos últimos anos, homicídios praticados por adolescentes em Brusque. O volume de homicídios com essa autoria é praticamente inexistente na história recente.
Com relação ao local em que os crimes aconteceram, o estudo aponta que nenhum homicídio ocorreu nos cinco bairros de maior concentração populacional em Brusque (pela ordem, Santa Terezinha, Centro I, Águas Claras, Steffen e Paquetá), mas em bairros próximos aos mesmos, Limeira, onde ocorreram dois casos e Limoeiro, Santa Luzia e Zantão, onde ocorreu um crime em cada.
A grande ferramenta utilizada nos homicídios registrados em 2017 foi a arma de fogo. Ela esteve presente em quatro casos, enquanto que as outras mortes foram registradas uma por queimadura e outra por estrangulamento.
De acordo com o delegado regional, essa base de dados divulgada serve para que novas medidas sejam tomadas para a resolução de novos crimes que possam acontecer, bem como buscar mais subsídios para a atuação policial nas investigações. Das seis vítimas, quatro eram naturais de Brusque.
Todos os dados divulgados foram obtidos através de pesquisa da Delegacia Regional junto ao Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP).